Contra-Corrente

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O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Résumé de l'épisode

Este episódio explora as complexas intersecções entre biologia, direito e sociedade, analisando o impacto de justificações hormonais em casos criminais mediáticos, como o de Lindsay Clancy nos EUA. Os interlocutores debatem os riscos da patologização do corpo feminino e como a utilização de processos biológicos como defesa pode comprometer a autonomia jurídica das mulheres e reforçar estereótipos de instabilidade. A conversa aborda também as pressões contemporâneas sobre a maternidade, o impacto da 'instagramização' do cuidado infantil na saúde mental perinatal e a crise das redes de apoio comunitário. O debate estende-se à análise do sistema jurídico, discutindo a importância da perícia médica, a função dos júris e os desafios da reabilitação social em contextos de crimes graves.

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Moments clés

se uma mulher que matou os filhos alegando que estava em depressão pós-parto acaba a poder não ser condenada por causa disso, então as outras mulheres arcanas a ficarem sem capacidade, podem arriscar ficar sem capacidade jurídica na conta dos seus filhos, por exemplo, não é?

00:01:38 · A entrevistada expressa o receio de que usar a biologia como defesa possa comprometer a autonomia legal das mulheres.

Houve uma Instagramização da maternidade e dos bebês e tudo isso que leva as pessoas a terem a ideia que têm de cumprir o enorme conjunto de requisitos para que tudo aquilo resulte maravilhosamente houve uma complexificação

00:19:49 · O debate aborda como as redes sociais impõem padrões de perfeição quase impossíveis na criação de filhos.

A saúde mental perinatal continua a ser uma área completamente estigmatizada, porque esta é uma questão muito importante.

00:31:20 · A especialista ressalta o tabu em torno das dificuldades emocionais durante a gravidez e o pós-parto.

A única coisa que a defesa precisa de ter é que aqueles jurados, todos eles, sem exceção, e o problema foi esse, tenham dúvidas.

01:25:09 · Explica-se a estratégia da defesa para evitar uma condenação por homicídio em primeiro grau.

Aos homens ninguém acusa as hormonas e aos homens toda a gente compreende a excentricidade.

01:34:20 · O debate aponta uma disparidade de gênero na forma como surtos ou comportamentos extremos são interpretados socialmente.

Épisodes

2171-

As armadilhas do julgamento de Lindsay Clancy — Debate

Este episódio explora as complexas intersecções entre biologia, direito e sociedade, analisando o impacto de justificações hormonais em casos criminais mediáticos, como o de Lindsay Clancy nos EUA. Os interlocutores debatem os riscos da patologização do corpo feminino e como a utilização de processos biológicos como defesa pode comprometer a autonomia jurídica das mulheres e reforçar estereótipos de instabilidade. A conversa aborda também as pressões contemporâneas sobre a maternidade, o impacto da 'instagramização' do cuidado infantil na saúde mental perinatal e a crise das redes de apoio comunitário. O debate estende-se à análise do sistema jurídico, discutindo a importância da perícia médica, a função dos júris e os desafios da reabilitação social em contextos de crimes graves.

15 sept. 2026
2170-

As mulheres devem temer o julgamento de Lindsay Clancy?

O episódio do programa Contra Corrente aborda a complexa relação entre a biologia feminina e a responsabilidade jurídica e social. A discussão centra-se no caso de Lindsay Clancy, uma enfermeira acusada de matar os três filhos, utilizando o debate sobre a depressão pós-parto para questionar como as flutuações hormonais podem ser usadas tanto para desresponsabilizar mulheres quanto para retirar-lhes direitos e autonomia. A conversa explora também a medicalização do corpo feminino, o mercado em torno da menopausa e as discussões contemporâneas sobre identidade de género. O debate reflete sobre como o argumento das hormonas pode servir para rotular as mulheres como instáveis, impactando a percepção de sua capacidade intelectual e social.

15 sept. 2026
2169-

Inteligência artificial dita o fim do mundo? — Debate

Este episódio explora o crescente pessimismo em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial, analisando os riscos de agentes autônomos e a perda de supervisão humana. O debate aborda a tensão entre a velocidade da inovação tecnológica e a capacidade de regulação estatal, destacando o perigo do viés de automação e da concentração de poder. A discussão avança para as implicações sociais e profissionais, tratando de fenômenos como o 'psicofantismo' digital — onde a IA busca apenas agradar ao usuário — e os impactos no mercado de trabalho. Os interlocutores refletem sobre como a tecnologia amplifica as virtudes e vícios humanos, questionando a capacidade de manter o controle sobre sistemas que operam por probabilidade e processos de caixa negra.

14 sept. 2026
2168-

Será que o fim do mundo chega com a inteligência artificial?

O programa debate os riscos existenciais da inteligência artificial, discutindo alertas de executivos da Anthropic e OpenAI sobre o desenvolvimento descontrolado da tecnologia. A conversa explora paralelos entre o medo atual e previsões apocalípticas do passado, questionando se as ameaças são reais ou exageros.

14 sept. 2026
2167-

11 de Setembro de 2001. O que mudou no mundo? — Debate

Este episódio analisa o impacto histórico e geopolítico do 11 de setembro, questionando se o evento foi um divisor de águas ou apenas um epifenómeno na história da humanidade. A discussão explora a transição de uma ordem mundial unipolar para a complexidade da globalização, abordando a ascensão da China, o declínio da hegemonia americana e as transformações na segurança global. Os interlocutores debatem a evolução das ameaças terroristas — do modelo organizado da Al-Qaeda à descentralização no Sahel — e como estas mudanças moldaram a percepção de segurança e vigilância nas novas gerações. O debate abrange ainda as crises migratórias na Europa, o papel da tecnologia e as consequências das intervenções militares americanas para o equilíbrio de poder entre grandes potências.

11 sept. 2026